Dr. Celso Dellagiustina Filho

  • Formado pela UFPR,
  • Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela UFPR
  • Membro titular da SBOT
  • Pós graduado pela UFPR em Cirurgia de joelho / Medicina Esportiva
  • Membro titular da SBCJ
  • Pós graduado em Longevidade Saudável
  • Pós-Graduado em medicina regenerativa e intervenção em dor
  • Membro titular da Academia Americana de Medicina Regenerativa

Aos 17 anos, após um período intenso de dedicação aos estudos, fui aprovado no vestibular de Medicina da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 2000, iniciei minha formação médica e, ao longo dos seis anos de graduação, motivado pela grande afinidade com o esporte, identifiquei-me com a especialidade de Ortopedia e Medicina Esportiva.

Seguindo essa vocação, ingressei na Residência em Ortopedia e Traumatologia pela UFPR, com duração de três anos (2007 a 2009). Após sua conclusão, realizei um ano adicional de aperfeiçoamento (R4 – 2010), com foco em Cirurgia do Joelho e Medicina Esportiva, também pela Universidade Federal do Paraná.

Com o nascimento de minha filha, diagnosticada com Trissomia do 21, passei a aprofundar meu olhar sobre saúde e qualidade de vida. Esse momento marcante me levou à realização de uma nova pós-graduação em Longevidade Saudável, fortalecendo minha visão de promoção da saúde e medicina preventiva, considerando o paciente de forma integral.

Mais recentemente, concluí pós-graduação em Medicina Regenerativa e Intervenção em Dor, com o objetivo de ampliar as possibilidades terapêuticas dentro da ortopedia. Essa formação permite incorporar estratégias que atuam nos processos biológicos de reparo e modulação inflamatória, oferecendo tratamentos mais precisos, individualizados e fundamentados em evidências, sempre priorizando a função, a recuperação e o bem-estar do paciente.

Especialidades

Ortopedia

Ortopedista (especialista em joelho).

Medicina Esportiva

Tratamentos de lesões no esporte, prevenção de lesões e melhora da performance no esporte.

Medicina Regenerativa

Tecnologia avançada que estimula a regeneração natural do corpo para restaurar tecidos e funções, tratando a causa das lesões e promovendo saúde.

Cirurgias

Ênfase em cirurgias do joelho, como:

  • Cirurgia de videoartroscopia de joelho para tramento de lesões ligamentares, meniscais e de cartilagem.
  • Cirurgia de prótese de joelho para tratamento de artrose avançada.
  • Cirurgia para tratamento de lesões relacionadas aos esportes.
  • Cirurgias para tratamento de fraturas ortopédicas.

Pequenos Procedimentos

  • Infiltrações articulares, como forma de tratamento de doenças, tais como: Artrose, (artrites), tendinopatias, sinovites etc.
  • Drenagens/punções articulares.
  • Avaliação da composição corpórea, através do exame de bioimpedância.

Ultrassom

O ultrassom para intervenção e uma técnica usada para procedimentos minimamente invasivos, como infiltrações articulares, músculo- tendíneas e bloqueios de nervos. Ele permite ao médico visualizar em tempo real as estruturas internas do corpo, como articulações e tecidos moles, auxiliando na precisão do direcionamento do tratamento dessas lesões. Resultando em procedimentos mais seguros e eficazes, com menor desconforto para o paciente.

bioimpedância

Bioimpedância é uma técnica que mede a resistência elétrica do corpo para estimar a composição corporal, incluindo o percentual de gordura, músculo e água. O procedimento é não invasivo, com a facilidade de uso e a capacidade de fornecer informações sobre a saúde geral e o condicionamento físico.

onda de choque (ESWT)

A terapia por ondas de choque (ESWT) é um tratamento não invasivo que utiliza ondas acústicas de alta energia para estimular a cicatrização de tecidos e reduzir a dor em áreas afetadas, como tendões e músculos. Suas indicações incluem o tratamento de tendinites crônicas, fascite plantar, calcificações e pontos de gatilho, entre outras condições musculoesqueléticas.

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Contato

(47) 99625-6090

Rua Miguel Matte, 687 – Pioneiros

em Balneário Camboriú – SC

Segunda a sexta das 8:30 às 12:00 e 14:00 às 18:00

Dúvidas frequentes

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O que devo fazer no pós operatório de cirurgia de joelho?

Uma das dúvidas mais recorrentes em relação ao pós operatório de cirurgias de joelho é como se procede a recuperação.

Existe um DOGMA que para não “ estragar” a cirurgia o paciente deve ficar com a perna imobilizada em repouso absoluto na cama

. O motivo desse pensamento é bem explicado. Historicamente as lesões ortopédicas por muito tempo ,em grande parte foram tratadas com gesso , imobilizando os membros! Além disso acredita-se que ficar com o membro paralisado o paciente sentirá menos dor.

Nas últimas décadas com a melhoria das técnicas cirúrgicas e tratamentos minimamente invasivos , como a #artroscopia, esse conceito mudou!

Na imensa maioria das vezes a reabilitação pós #cirurgiadejoelho deve ser baseada na MOBILIZAÇÃO PRECOCE do membro, tão logo seja possível, inclusive no mesmo dia que foi realizada a cirurgia

Os benefícios são inúmeros , dentre eles os principais:

Risco de tromboembolismo, atrofia e encurtamento muscular, dor (isso mesmo, a dor que se tem para movimentar o joelho certamente será menor do que a dor que pode ocorrer caso o paciente fique longo período imobilizado) e de ARTROFIBROSE ( situação em que o joelho apresenta uma perda parcial do movimento. Essa rigidez do movimento acontece muitas vezes com perda da extensão, fazendo com que o paciente tenha grande dificuldade de marcha por um “encurtamento” da perna).

Dicas básicas:

estímulo precoce para dobrar e esticar o joelho

em repouso ,manter a perna esticada e elevada

Marcha imediata com muletas simulando ao máximo uma caminhada normal.

:pergunte ao seu cirurgião quais as peculiaridades da sua reabilitação, pois existem obviamente questões INDIVIDUALIZADAS ;

faça uma reabilitação com os cuidados e orientações de um #fisioterapeuta,peça fundamental para o sucesso do procedimento.

Lembre-se: movimento é vida e a chave mestra

para uma boa recuperação pós operatória

Por que temos artrose quando envelhecemos?

Apesar de ser multifatorial, é fato que um dos principais fatores para o desenvolvimento da ARTROSE seja o envelhecimento! Mas você sabe como o ENVELHECIMENTO contribui para o desenvolvimento da ARTROSE?

A resposta a essa pergunta , decorre do fato de que o envelhecimento gera um estado inflamatório crônico ,que tem sido chamado de INFLAMMAGING. Ou seja , o envelhecimento faz com que o indivíduo gradualmente apresente um aumento dos níveis inflamatórios que o coloca em risco de desenvolver as doenças crônico degenerativas, dentre elas a ARTROSE!

-Há uma alteração dos controles das vias metabólicas ,endócrinas , imunológicas ,que se correlacionam, fazendo com que as pessoas fiquem em um estado INFLAMATÓRIO gerador de doenças crônicas.

-As alterações ocorrem em âmbito celular, tais como: instabilidade dos genes com perda do controle de morte celular programada e disfunção das mitocôndrias , gerando a SENESCÊNCIA / ENVELHECHIMENTO CELULAR, aumentando os radicais livres e citocinas inflamatórias ,gerando assim a INFLAMAÇÃO DE BAIXO GRAU, que afeta a articulação por via sistêmica e local.

Fatores inflamatórios como PROTEÍNA C REATIVA(PCR) , INTERLEUCINA (IL-6) 6 E FATOR DE NECROSE TUMORAL (TNF ALFA) , são biomarcadores do INFLAMMAGING, correlacionando o aumento desses com a ARTROSE. Além dessas citocinas , existem aumento de enzimas conhecidas como METALAPROTEINASES , que degradam a matriz cartilaginosa.

Um dos mecanismos principais, decorre de que no envelhecimento ,há uma perda da massa muscular (sarcopenia) ,que possui uma ação protetora e anti inflamatória ,e aumento de tecido adiposo , que induz à produção de INFLAMAÇÃO.

Aí vem a pergunta : se o envelhecimento é inevitável como evitar a ARTROSE?Basicamente controlando o grau da INFLAMAÇÃO! Por se tratar de uma INFLAMAÇÃO DE BAIXO GRAU, o processo de agressão à cartilagem é lento e não causa sintomas por muitos anos.

Lembrem -se do mais importante: O processo de inflamação durante o envelhecimento é acelerado PRINCIPALMENTE pelos maus hábitos de vida!!

Fonte : doi.org/10.1016/j.joca.2015.01.008

Lesão de ligação cruzado anterior, quando operar?

A ruptura do Ligamento Cruzado Anterior(LCA) é a lesão cirúrgica mais frequente em atletas praticantes de esportes .

O mecanismo para ruptura do LCA se dá por movimentos de torção em que a pessoa fica com o pé travado no chão e gira o corpo sobre o joelho. Como consequência da lesão, a tendência é o paciente sentir o joelho solto, instável.

Mas será que isso torna a cirurgia uma indicação absoluta para todos com a lesão do LCA?

Antes de tudo ,é importantíssimo saber dos sinais clínicos que o paciente apresentará:

– Sintomas na fase aguda (normalmente nas primeiras três semanas do ENTORSE)

– dor geralmente moderada a intensa

– derrame articular -“inchaço” (na maioria das vezes ocorre a presença de sangue dentro da articulação)

– restrição do movimento de extensão e flexão do joelho

– instabilidade

Nessa fase (inflamação exuberante), o mais sensato é aguardar , e NÃO indicar cirurgia. Caso o paciente tenha indicação cirúrgica , convém reestabelecer antes : MOBILIDADE, diminuir o INCHAÇO, e principalmente melhorar a DOR. Cirurgia nesse momento, pode acarretar em um aumento de chance de ARTROFIBROSE(condição a qual o joelho fica com uma “RIGIDEZ” de movimento, principalmente para ESTICAR a perna).

Após essa fase,deverá ser determinado o tratamento definitivo, CIRÚRGICO ou não CIRÚRGICO , baseado nas queixas do paciente:

INSTABILIDADE (sensação de falseio relatado pelo paciente aliado a testes do exame físico, considera-se como o fator mais importante);

IDADE (apesar de ser muito relativo, pacientes mais JOVENS tendem a ter atividades físicas de MAIOR exigência);

DEMANDA FUNCIONAL(mais importante que a idade, certamente é analisar o estilo de vida desse paciente ,como as atividades físicas do seu cotidiano , esportes que pratica, tipo de trabalho , sedentarismo , obesidade…);

Na minha prática clínica , a maioria das pessoas que atendo , são esportistas , jovens e ativos e por consequência com sintomas de INSTABILIDADE . Por isso é muito comum na maioria dos casos indicar a CIRURGIA, mas sabemos que nem sempre esse deve ser o tratamento escolhido. Este deve ser INDIVIDUALIZADO!

Uso de colágeno: Afinal funciona ou não?

A osteoartrite (degeneração articular) é uma condição clínica que cursa com dor articular e o número de casos tem aumentado, diretamente relacionado com o envelhecimento da população mundial.

É uma condição que impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas.

O tratamento normalmente é sintomático, usando medicamentos como antiinflamatórios e corticóides.

Estudos tem apontado que há benefício na suplementação de colágeno para os pacientes acometidos com osteoartrite – permitindo que seja retardada a progressão da degeneração e reduzindo inflamação local e consequentemente a dor.

Mas vamos entender melhor algumas dúvidas e “confusões” que as pessoas fazem a respeito da suplementação com colágeno: existem vários tipos de colágenos,sendo o colágeno I, II, e III ,os mais estudados;

O colágeno é uma PROTEÍNA (macronutriente,definida por um conjunto de aminoácidos através de ligações peptídicas).Quando suplementa-se colágeno via oral,ao passar pelo estômago,ocorre o processo de hidrólise(quebra da proteina de colágeno,para que a seguir possa ser assimilada no intestino,na forma de aminoácidos). Assim , infelizmente, não podemos achar que quando tomamos colágeno, ele será absorvido como colágeno, e este irá diretamente atuar na sua cartilagem, já que este foi quebrado em aminoácidos. Desta forma, após a absorção desses aminoácidos, seu corpo irá formar proteínas quaisquer ,conforme sua necessidade e não necessariamente o COLÁGENO;

O colágeno comprovadamente mais eficaz pelos estudos para benefício da cartilagem articular, é o colágeno Tipo 2(e existe um tipo já patenteado com os melhores resultados a ser considerado para uso, o UC2,este é um colágeno não desnaturado-não hidrolisado-,extraído a baixas temperaturas das cartilagens de frango), sendo seu PRINCIPAL mecanismo de ação, uma sinalização IMUNOLÓGICA e modulação da INFLAMAÇÃO a nível intestinal.(e nãooooo!! porque seu corpo absorve esse colágeno, como explicado acima);

Outros tipos de colágenos, como colágeno hidrolisado e peptídeos de colágeno têm pouco comprovação científica para melhora de sintomas articulares.